Boa noite leitores,
Esta foi uma #leitura em #ebook rápida e fascinante. Eu já conhecia o trabalho da autora, de quem sou fã, mas fui surpreendida com um #livro de doze contos. Até entender que eu não me aprofundaria tanto com cada personagem, pois se tratavam de histórias diferentes, levou um tempo. E adorei a experiência. São histórias especiais, características da autora, temas familiares e narrativa fluída. Meu encanto foram as histórias em 1°, 2° e 3° pessoa, a diversidade foi genial. Alguns contos me tocaram mais do que outros. O início é certeiro, com a “Cela Um”, ainda leve até “A embaixada Americana”, o conto mais forte e dolorido pra mim e o “Amanhã é tarde demais” sendo o mais catártico.
Histórias sobre colonialismo, casamentos arranjados, a supremacia norte-americana, a homofobia, o sexismo, as religiões e as culturas. Um olhar que demonstra toda a pluralidade da África e dá ênfase ao povo nigeriano, especialmente às mulheres, de diferentes idades e tribos.

Nos doze contos que compõem o volume, encontramos a sensibilidade da autora voltada para a temática da imigração, da desigualdade racial, dos conflitos religiosos e das relações familiares. Combinando técnicas da narrativa convencional com experimentalismo, como no conto que dá nome ao livro — escrito em segunda pessoa —, Adichie parte da perspectiva do indivíduo para atingir o universal que há em cada um de nós e, com isso, proporciona a seus leitores a experiência da empatia, bem escassa em nossos tempos.

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Beijos e até a próxima 📚🧡.