«Tenho uma sombra que me puxa

Que me segue, que me amarra e tortura

Assalta a minha mente sem aviso

Incessantemente diz que te vou perder

Que me vais abandonar

[...]

Os medos e os fantasmas que me seguem

Que me arrastam, que me afastam

Que me cegam

Insistem que o teu corpo sabe a outro

E que o outro sabe como te fazer ceder

Ser o desejo a mandar

Deixo-os entrar

Deixo-os espantar

Perdes a crença em nós

Eu perco a força na voz

Porque estou em ti

Força, raiz

No duro do alcatrão surgiu

Estamos os dois

Força motriz

Tranco esse alçapão, vejo-te aqui

Sinto o pó que assenta em nós

A calma faz-me ver

Que o meu pior desfez o nó

Pois só te fiz sofrer

E acaba assim»