Fotografia da minha autoria

«Eu já não conto dias»

A palavra-chave, para 2023, será autocuidado: mental, emocional e físico. Isso não significa que não irei ceder a receios, angústias e a uma certa neblina, apenas que procurarei subir a montanha e tirar tudo isso do cenário, de modo a manter o equilíbrio. A vida será sempre feita desta adrenalina, portanto, abraçarei o arrepio de cada subida para conseguir, depois, sorrir em cada descida - e ganhar balanço para subir novamente.

Em simultâneo, continuarei a planear com moderação. A estruturar objetivos, claro, mas reservando espaço para tudo o que possa surgir pela rota da espontaneidade - tão crucial na caminhada. Tenho alguns bilhetes para espetáculos comprados e uma vontade imensa de descobrir novos recantos. Ademais, quero estar mais presente em mesas redondas [ou quadradas, vá, que não sou assim tão esquisita], a desfrutar da companhia, do colo e da conversa das minhas pessoas-casa. Espero mesmo que este ano nos permita alinhar agendas.

De mãos entrelaçadas a sonhos antigos, sempre consciente do quanto a saúde [minha e dos meus] é a parte mais importante da equação, não quis traçar metas quase intransponíveis: quis, antes, estabelecer cinco propósitos. O compromisso será o de sempre, com alguns passos mais leves e descomplicados, que não ficam associados a uma linha temporal. A acontecerem, terão consequências muito bonitas para o meu bem-estar.

SAIR MAIS PARA LER/ESCREVER

A minha casa é um refúgio e um espaço sereno, que me faz bem. E é dentro destas quatro paredes que dou asas à imaginação e que me permito viajar através das palavras dos outros. No entanto, gostava de fazer isso noutros contextos; de agarrar no meu saco de pano, com livros e cadernos, e usufruir de outros ambientes.

DEDICAR-ME MAIS À ESCRITA

Nomeadamente, à prosa. O livro 1 é de poesia e tenho a intenção de continuar nesse registo. Ainda assim, pretendo arriscar mais na escrita de contos; quero mesmo reservar tempo para abrir o caderno e construir enredos. A escrita é uma parte importante da minha essência, por esse motivo, quero priorizá-la como tal.

ENVIAR O MEU LIVRO

O ano passado quis muito avançar com a concretização deste sonho, mas, depois de uma grande crise de identidade, estagnei. Penso que este passo ainda não acontecerá durante o mês de janeiro [nem tenho pressa], mas vai acontecer! Quero voltar a trabalhar no manuscrito com o intuito de, finalmente, sair da gaveta.

COMPRAR MENOS LIVROS

À semelhança do que já tinha feito, decidi que, em 2023, só comprarei livros em três ocasiões específicas: no meu aniversário, na Feira do Livro do Porto e no Natal. Adoro ver as estantes cheias de possibilidades literárias, mas sei que isso só leva a que algumas obras fiquem para segundo, terceiro ou quarto plano. Deste modo, para descobrir as histórias que já habitam cá em casa, comprometi-me a comprar menos livros.

FAZER ALGO PELA PRIMEIRA VEZ

E sair um pouco da minha zona de conforto.

Que propósitos têm para 2023?