
Olá, leitores.
Este é um perfil literário progressista, à favor do bem estar social, políticas públicas, pautas identitárias e direitos humanos. Por isso, não espere isenção nesse texto.
Resolvi ler o livro, comprado há um tempo, agora porque era importante relembrar o último ano eleitoral (sim, nossa memória é falha). E que bom que só o terminei ontem. Porque a raiva, a indignação e o pavor que eu senti não foi maior do que minha esperança atual. Muito bem escrito, em forma de crônicas jornalísticas, o autor aborda todos os acontecimentos importantes daquele ano.
Com o rigor dos grandes repórteres e a vivacidade dos melhores ensaístas, o premiado jornalista apresenta um retrato do Brasil de 2018, escrito a quente, no olho do torvelinho. Os protagonistas são Marielle Franco, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. O autor articula de forma magistral acontecimentos e personagens como: a caçada irracional a macacos considerados transmissores da febre amarela, a intervenção militar no Rio de Janeiro, o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, a prisão de Lula, a paralisação dos caminhoneiros, o Dr. Bumbum, a ascensão da censura, a tragédia do feminicídio, a queda de Neymar na Copa, o delírio Ursal, o espectro do nazifascismo, o incêndio no Museu Nacional, a violência no processo das eleições, a facada em Bolsonaro, a ilusão do vira-voto, o triunfo da extrema direita, o “ninguém solta a mão de ninguém”… E também o clã Bolsonaro e suas ligações perigosas, o ideário obscurantista do novo governo, a pregação do movimento Escola Sem Partido, a luta contra as trevas, entre outros eventos que fizeram de 2018 um ano que tão cedo não vai terminar.
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Beijos e até mais 📚.