Divagações: Percy Jackson and the Lightning Thief
Para assistir Percy Jackson and the Lightning Thief é preciso ter espírito leve e um bom humor. Não que o filme seja ruim, pelo contrário, a produção vale a pena, mas uma pessoa mais criticamente atenta pode se irritar com as falhas na história.
Aqueles com os nervos não tão a flor da pele devem comprar suas pipocas e refrigerantes, sentar confortavelmente e se divertir. Percy Jackson, sua personalidade e as situações têm uma comicidade cativante. Basta relaxar e não levar muito a sério. Afinal, da primeira a última cena a pergunta é a mesma: “Porque Zeus acha que Percy Jackson é o ladrão de raios?”. Peço desculpas por contar isso antes da hora, mas a pergunta não é respondida. Talvez na continuação, se ela acontecer.
A história segue Percy Jackson (Logan Lerman), um rapaz disléxico e com problemas de atenção, que, na verdade, não tem nada disso. Seu problema é ser filho do deus grego Possêidon. Ele descobre isso quando Zeus o acusa de ter roubado seu raio. A partir daí, muitas criaturas resolvem ir atrás de Percy – todos querem o raio, a arma mais poderosa já criada. Para fazer uma chantagem, Hades sequestra a mãe de Percy e é isso que realmente move a história.
Provavelmente, Percy Jackson and the Lightning Thief irá render um bom dinheiro, mas não irá alcançar os números de Harry Potter (nem de The Lord of the Rings). Ainda há dúvidas sobre a existência de uma continuação, pois o livro não é um sucesso tão estrondoso assim e, é preciso confessar, embora tenha seus méritos criativos, a história não chega a ser fantástica (ou talvez isso seja culpa dos buracos do roteiro).
O jeito é esperar pelas reações dos pré-adolescentes sedentos por uma história envolvente. Os entendidos apostaram que depois dos bruxos seria a vez dos vampiros e que depois dos vampiros chegaria o momento dos zumbis. Será que há espaço para os deuses gregos?
