Carlos Ruiz Zafón, O Prisioneiro do Céu, Planeta, Junho de 2012, 393 páginas.
Uma narrativa que apaixona e entusiasma. Relatos horripilantes das prisões e torturas do tempo da guerra civil em Espanha.
Em tempos de incerteza e de desânimo, começando a narrativa dos factos em 1957, assistimos à vida quotidiana da cidade de Barcelona, tentando recuperar dos tempos terríveis da guerra.
Num regresso a factos do passado, somos levados até 1940 e anos seguintes, às masmorras, às prisões e às torturas, através de algumas personagens que vão desvendando os seus sentimentos, os seus pesadelos.
As personagens principais situam-se no mundo dos livros, a livraria de Sempere e somos, já no final, levados até ao Cemitério dos Livros Esquecidos, onde se esconde o enigma que promete trazer-nos novas narrativas.
Misto de romance de aventura e mistério, com emocionantes histórias de amor e intriga política, esta obra é também um grito na defesa dos direitos humanos, da dignidade da pessoa, uma denúncia das crueldades da guerra e dos jogos de poder.
Nota: um lamento em relação à tradução e em defesa da língua portuguesa — por duas vezes aparece o erro terrível da conjugação do verbo haver, ex. "duvido que hajam mais de trezentos leitores"; é muito mau deixar-se passar um erro destes.