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Por razões desconhecidas, em junho de 1957 todos os habitantes negros de Sutton – cidade criada por William Melvin Kelley – pegam nos seus haveres e entram em autocarros ou partem a pé com destino incógnito.

O episódio é relatado pelos brancos que permanecem, testemunhas impotentes e estupefactas. Assim como toda a história dos Tucker – antigos escravos cujo último membro liberto pôs em marcha o êxodo – é contada pelos vários membros da família Willson, proprietários de terras e, no passado, de escravos também.

Oportuno e extremamente atual, o romance de estreia do escritor afroamericano - 'Um Tambor Diferente' -, que o deu à estampa apenas com 24 anos, em 1962, "é mais do que um brilhante primeiro romance de um jovem escritor negro. Trata-se de uma parábola que estuda algumas das profundas implicações espirituais da luta dos negros por direitos civis completos e por um estatuto humano integral no mundo de hoje", escreveu o monge trapista Thomas Merton sobre Melvin Kelley, um autor comparável a William Faulkner.

Quase sessenta anos depois, 'Um Tambor Diferente' é editado pela Quetzal Editores, com tradução e prefácio de Salvato Teles de Menezes, estando disponível nas livrarias desde 14 de janeiro.