Fotografia da minha autoria

os pensamentos intrusivos respiram

da ingenuidade, da fragilidade, de um ego ferido

e sempre que a distância grita

só há uma sensação que ecoa

a de só ser útil, nunca pertença

a de ser apenas para preencher vazios, nunca para ser

primeira escolha

e os estilhaços ficam cada vez mais pequenos

e mais pequenos ainda

mas do rosto sairá sempre um sorriso

um peito aberto de amor

até que do fingimento haja uma certeza

que apazigue o espírito

ou que rompa de vez com esta falsa permanência