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Abr20

Maria do Rosário Pedreira

Hoje é dia de crónica, e aqui vai o link:

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/28-mar-2020/preparem-se-11990726.html

Nos últimos dias morreram dois escritores que tive o prazer de conhecer pessoalmente (e, claro, de ler): o brasileiro Rubem Fonseca e o chileno Luis Sepúlveda. A primeira morte não teve que ver com o vírus (Rubem tinha 90 e tal anos, chegou a a sua hora), mas a segunda, sim, e foi penosa em todos os sentidos porque a doença se arrastou muito tempo e não houve salvação. Além da perda, se já temos medo de ser afectados não conhecendo ninguém com o vírus, torna-se ainda mais difícil quando ele passa a ter nomes próximos e a levar-nos amigos. Mas, diante da morte, resta-nos fazer o luto, que também se faz não deixando morrer quem partiu. Assim, hoje sugiro livros destes dois escritores,  os primeiros que li de cada um deles (não necessariamente os melhores, atenção): O Buraco na Parede, de Rubem Fonseca; Mundo do Fim do Mundo, do nosso Lucho. Que ambos descansem em paz.