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Jan19

Maria do Rosário Pedreira

Apanhei esta maravilha no Facebook, rede social donde por acaso ando afastadíssima há já uns tempos (quase só lá vou ver os aniversários e pôr o link deste blog e da crónica do Diário de Notícias, porque não me apetece estar sempre a assistir à agressividade alheia e ultimamente parece que as pessoas só querem insultar-se umas às outras). Portanto, foi mesmo uma sorte o achado, e parece que tinha sido partilhado por Francisco José Viegas (no Twitter ou no Instagram, já não me lembro) e alguém pegou nele e o ofereceu no seu mural. Trata-se do relatório de um censor, durante o Estado Novo, relativo ao livro Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Jorge Amado. E o que tem mais graça é que se consegue perceber perfeitamente que o senhor da PIDE gostou tanto do livro e da prosa do autor que faz tudo para «salvar» o romance de não ser vendido e distribuído em Portugal. Arrisco-me a dizer que também apreciou sobremaneira as cenas de sexo, certamente raras ou inexistentes na literatura portuguesa da época. Deixo-vos o documento para degustarem. E aproveito para dizer que saiu recentemente uma biografia de Jorge Amado assinada por Josélia Aguiar, que também já foi programadora da FLIP, o mais internacional festival literário do Brasil, que acontece anualmente em Paraty. A ler, claro.

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