É verdade, os clubes de leitura também têm um lado mau. Nem tudo é perfeito. Estar numa sala (de forma física ou virtual, não interessa) com pessoas que partilham connosco esta mania dos livros e das leituras nem sempre dá bom resultado. Garanto-vos, se é que não o sabem já, que dificilmente haverá alguém que vos diga "não compres" a não ser que o livro seja péssimo ou que se predisponha a emprestar (sejamos sinceros, acontece muitas vezes). E a verdade é que passar umas horas a falar de livros significa aumentar a lista de livros "tenho mesmo que ler isto" ou a "quero, só porque sim". E assim damos por nós a comprar. Foi o que me aconteceu na última Roda dos Livros. Depois de ouvir uma amiga a falar dele não pude deixar de comprar o Deus, Pátria, Família do Hugo Gonçalves.

Foi num outro clube de livros que conheci um dos livros do Hugo, o O Caçador de Verão. Estava em destaque na livraria e lembro-me de perguntar a uma das meninas se era bom. Fiquei agradavelmente surpreendida e já o recomendei a imensa gente. Mais tarde li o Filho da mãe, livro que continuo a achar importante e de que gostei muito. Este novo romance (meio thriller, meio histórico, pelo que percebi) deve ser muito interessante (e confesso que fui convencida pela comparação que foi feita com o maravilhoso "o último acto em Lisboa", livro que está na minha lista de "muito bons").

*mentira, os clubes de leitura só têm lados bons.