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 Vem este post a propósito de uma realidade com a qual não convivo muito bem: os eBooks.

Eu tenho plena consciência que o eBook é, muito provavelmente, o futuro, mas confesso que é um futuro que não me agrada.

O eBook é algo muito impessoal e imaterial, o completo oposto do que é, e deve ser para mim, um livro. Para mim o livro é um objeto físico maravilhoso, cheio de vida. Ler para mim é pegar nesse objeto físico, transportá-lo de um lado para o outro, folheá-lo, colocá-lo na estante depois de ler. É passar pela estante e voltar a pegar nele muito tempo depois e lembrar-me de o ter lido. O eBook não é nada disto.

Há uns anos atrás com o aparecimento dos eBooks quis-se de alguma forma profetizar o fim dos livros, mas muito honestamente acredito que quem gosta de ler partilha do meu sentimento. E prova disse é que não parece que o livro esteja a morrer. Não tenho nada contra quem prefere ler num eBook, simplesmente acho que não é mais do que uma opção não uma substituição. O equivalente a uma versão de bolso de um livro em digital.

Tudo isto porque comprei no OLX a versão de um livro que li há cerca de dois anos na versão eBook – “Um Dia Difícil” de Mark Owen e Kevin Maurer. Em bom rigor só hoje que tenho o livro físico é que considero que já o li... até hoje era como se tivesse ligo um relatório ou algo do género. Agora já posso acomodá-lo na minha biblioteca no lado dos livros já lidos. Só hoje é que o livro passou a extir de facto.