Cópia de Cópia de Uma das últimas compras (49).

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Tanto por interesse pessoal como por necessidade profissional, ao longo dos últimos anos tenho 

lido alguma coisa sobre liderança, algumas práticas e úteis outras demasiados teóricas e desligadas da realidade.

Neste contexto, é natural que quando inicio uma nova leitura neste âmbito, a expetativa é desde logo tentar perceber para que lado é que a mesma vai cair. Neste caso caiu para o lado certo. O bom.

Trata-se de uma daqueles livros que por aqui costume identificar como “livros-ferramenta”, livros cujo conteúdo, na sua totalidade, ou em parte, podem ser aproveitados e aplicados para nos ajudar a melhorar.

Globalmente, revejo-me em muito do que o autor apresenta e defende. Identifico facilmente os pontos onde sei que tenho de melhorar, e posso aproveitar algumas dicas para o fazer. Em grande medida isso é possível pela linguagem objetiva e perspetiva prática que o autor nos apresenta. Diria muito “terra-a-terra”.

O único ponto, e que em grande medida é um ponto chave do livro, em que tenho algumas reticências é no que diz respeito às “pessoas”. As pessoas são efetivamente a chave de uma boa ou má liderança, mas tenho muitas dúvidas em relação a ter como ponto de partida que as pessoas estão sempre do lado certo e que são um motor, que estão motivadas, que são profissionais e empenhadas. Em contexto real creio que todos concordamos que essa nem sempre é a realidade. E esse é um desafio que pode colocar por terra muito do que o livro nos apresenta. A liderança em bom rigor não existe nos livros, existe na prática e em contextos concretos, sempre diferentes e particulares, a tal ponto que podem subverter muitas das receitas genéricas apresentadas.

Dito isto, este último ponto não retira interesse e utilidade ao livro. Reitero que é uma excelente ferramenta de aprendizagem ou de atualização para que exerce funções de liderança (e não só). A linguagem objetiva e próxima da realidade é uma mais-valia. Merece leitura atenta.