O escritor Abdulrazak Gurnah/divulgação Editora anunciou a publicação de quatro títulos do escritor nascido na Tanzânia radicado Inglês Redação A Companhia das Letras anunciou hoje, 14, que publicará a obra de Abdulrazak Gurnah, vencedor do prêmio Nobel de literatura de 2021. Afterlives, o título mais recente do autor, será publicado no primeiro semestre de 2022; também foram contratados os romances Paradise, By the Sea e Desertion Gurnah nasceu em 1948 na ilha de Zanzibar, então protetorado britânico, atualmente parte da Tanzânia. Aos dezoito anos, deixou o país como refugiado e estabeleceu-se no Reino Unido. Sua estreia literária se deu em 1987, com a publicação de Memory of Departure, e em 1994 lançou o aclamado Paradise, finalista do Booker Prize. Em romances e contos que invertem a perspectiva colonial e jogam luz sobre a pluralidade cultural da África, Gurnah construiu uma obra que investiga a experiência dos refugiados ante o deslocamento e a vida no exílio, por meio de temas como a memória, o pertencimento e o trauma. Afterlives, Paradise, By the Sea e Desertion. Afterlives, o livro mais recente do autor, será lançado ainda no primeiro semestre de 2022. Ambientado no início do século XX, o romance tem como pano de fundo a Rebelião Maji Maji, revolta armada contra o domínio colonial alemão na região da África Oriental. Através de Ilyas — que foi roubado de seus pais pelas tropas alemãs e depois de anos retorna para sua terra natal. Paradise tem como protagonista um menino de 12 anos que foi vendido por seu pai para pagar uma dívida com um comerciante árabe. Desertion apresenta duas histórias de amor proibidas e relacionadas — uma em 1899 e outra nos anos 1950. By the Sea retrata dois imigrantes africanos com um passado em comum que vivem no Reino Unido. Gurnah tem como língua materna o suaíli e começou a se dedicar à literatura aos 21 anos, adotando o inglês como idioma de escrita. Entre suas principais referências, estão a poesia persa, textos árabes — como As mil e uma noites e o Corão —, Shakespeare e V.S. Naipaul. Ele também foi professor de literaturas pós-coloniais na Universidade de Kent em Canterbury e dedicou-se ao estudo de autores como Wole Soyinka, Ngũgĩ wa Thiong’o e Salman Rushdie. Ao anunciar o prêmio, o júri elegeu o escritor por sua “percepção intransigente e compassiva dos efeitos do colonialismo e do destino do refugiado no abismo entre culturas e continentes.”