Quando vou à biblioteca, raramente vou com a ideia sobre o que vou trazer e normalmente gosto de dar uma volta, especialmente pelos destaques e ir folheando alguns livros. Desta vez, calhou-me este livro de um autor para mim ainda desconhecido: Jussi Adler-Olsen. 

"A mensagem na garrafa" é um policial que encerra em si uma história dramática. O criminoso é um homem sem escrúpulos que se aproxima de seitas religiosas e que, aproveitando-se da confiança que ganha nessas comunidades, se liga com uma das famílias e lhes rapta dois dos filhos. Um é morto e o outro fica vivo com a mensagem que estarão sempre a ser vigiados. A família, sob ameaça e em luto com a morte de um dos filhos, acaba por continuar em segredo e em silêncio anos a fio. Duas dessas crianças, tinham sido raptadas e enclausuradas num barracão, mas a inteligência de um dos meninos, portador de asperger, leva-o a encetar uma forma de comunicar com o exterior. Mas só vários anos depois, a mensagem que tinha sido escrita com o seu sangue e enviada dentro de uma garrafa, é finalmente encontrada e serão precisos muitos esforços para a decifrar. 

Uma investigação que segue a par com outras em que a polícia dinamarquesa está envolvida. Ao mesmo tempo, Carl, inspetor da polícia que recebe esta garrafa, está também numa situação difícil, traumatizado com a morte de um dos seus parceiros e com um outro colega, que ficou tetraplégico, na mesma ocorrência fatal, a viver na sua casa. Aqui está outro mistério por desvendar, mas não foi durante este livro que se descobriu tudo. Ficam muitas pontas soltas quanto se acaba de ler, mas a história apesar do drama, das várias mortes, das descrições dos maus tratos infantis e da violência domêstica que encerra, acaba com uma frase reveladora que no meio do caos, ainda pode existir amor e empatia.

Adorei a escrita de Adler-Olsen. Este de facto é o terceiro livro de uma série chamada "Departamento Q" e, claro que agora fiquei com vontade de ir procurar os dois anteriores e saber se além destes, ele já escreveu outros romances. Agora tenho de o ir devolver à biblioteca e preparar-me para iniciar uma nova leitura. Desta vez, um português...