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| Fotografia da minha autoria |
«As lágrimas são um rio que nos leva a algum lugar»
Chama-me uma voz em teu alento
Doce e terno fragmento de saudade
De um carro parado em contramão
Em choro e em tormento
Quebrando o destino feito a papel
Traço o mapa a velocidade cruzeiro
Silêncio. De sentimentos bambos
Que me levam a regressar
A este trilho de sonhos perdidos
Reinventados e brutalmente cândidos
Em lágrimas, numa comoção breve
Entrelaçam-nos as palavras
E os sorrisos dentro de olhares fugazes
E somos livres, a meia luz
Calcorreando os nossos passos
Em planos distintos
Em linhas paralelas
Em amor e em anseio
Desejo, de súbito, a tua mão ardente
Sinto-te o peito em alvoroço
De quem está ausente e tão perto
Mas já estou quase a chegar
A um palmo da estrada
Nesta tempestade inócua
Que nos embala em falsas melodias
Flutuo. Fico sem tempo
Estaciono em ponto morto
E abra-se uma porta de luz
Sei de cor os teus movimentos
E vazios um do outro
Num choro de saudade
Que nos liberta de medos vãos
Estamos prontos a recomeçar
