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| Fotografia da minha autoria |
«É o contar do teatro que representamos sem pensar»
Avisos de Conteúdo: Luto
A vida, ainda que de um modo figurado, é uma escada interminável, que vamos subindo ou descendo consoante as adversidades e os propósitos que aparecem no nosso caminho. E embora não saibamos o ritmo desse compasso, compreendemos que é inevitável. Que faz parte do processo de crescimento. E que pode ter inúmeras representações, tal como as que descobrimos no livro de Margarida Fonseca Santos.
«Que degrau me esperará agora?
Qual é o degrau de cima?»
O Degrau de Cima é uma coletânea de 11 contos, com histórias do quotidiano que poderíamos sentir na pele; de pessoas que poderiam caminhar ao nosso lado. Porque, em cada narrativa, há um elo que nos aproxima, demonstrando o quanto a nossa jornada é feita de degraus que vamos calcando com intensidades distintas. Recheada de amor, amizade, tristeza, perda, medo, sofrimento e esperança, esta obra é um retrato das feridas em aberto e das manias que nos caracterizam - e, ainda, dos pedaços de superação que conquistamos. Além disso, prova-nos que há sempre alguém que se identifica com as nossas partilhas e com as nossas dores.
«Já estava escuro e tudo estava diferente.
Nada se encaixava nas minhas memórias»
A escrita da autora tem traços muito visuais, transportando-nos para os momentos descritos. Porém, mantém aberta a porta da imaginação, para que consigamos ler e fazer essa passagem para o patamar seguinte.
«Cortara o fio que a prendia à vida banal, ao hábito, ao desencanto»
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