«Sempre me faltam palavras para dar
Uso-as para me encobrir
São de tijolo mais burro que eu
O fino recorte é a fingir
É justo que pouco me entendas então
Andei a mentir, nasci pedra afinal
Não é desdém, é resguardo beirão
É só
Sempre me sobram migalhas de pão
Uso-as para me assumir
Traço os meus trilhos entre aliterações
Mas são biombos para ti
É justo que leves a mal o meu bem
Andei a cifrar este lado melhor
Não é resguardo
É desdém pelo que é mais banal
E saber complicar
É uma prova de amor afinal»