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Dez 08
Já aqui demos uma pequena volta à Roménia, apesar de a poeta Golgona Anghel escrever sobretudo em português, e hoje vamos dar destaque a Tristan Tzara, poeta que, à semelhança da jovem Golgona Anghel, também escrevia numa língua estrangeira, neste caso o francês.
EU ESTOU SÓ
Eu falo de quem fala de quem fala que estou só
Eu sou apenas um pequeno ruído eu tenho vários em mim
Um ruído amassado gelado na intersecção das ruas
despejado no pavimento húmido aos pés dos homens
precipitados correndo com as suas mortes
À volta da morte que estende os seus braços
Sobre o relógio sozinho respirando ao sol.
Tristan Tzara, in L'Homme approximatif
(tradução de Tiago Nené)
Para ler a versão original do poema em francês, seguir pelo Modus Vivendi.
Para saber mais sobre Tristan Tzara, seguir pelo blogue Insónia do nosso amigo Henrique Manuel Bento Fialho.

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2 recitais:
SER
Só por não ser
Ser mesmo depois de crescer
Só por quereres ser
Ser vida depois de morrer
Se és ser
Perguntas-te porque o és
Mas mudas de ser
De lés a lés
Ser sonho
Ser real
Ser não é ser
Se não for ser especial
Não faz sentido ser
Porque sendo sem sentido
Não é tão simples responder
Que é um ser perdido
Ser significado
Ser só em pecado
A culpa de se ser
É não deixar de o ser
E sendo só mais um ser
És aquilo que não podes ser
Mero verbo inconsciente
És ser sem ser ciente
Rachel a 14 de Março de 2009 às 18:01
PUBLIQUEM MAIS POEMAS DE TRISTAN TZARA!
OBRIGADO!
GUSTAVO OLIVEIRA a 6 de Maio de 2009 às 14:13