Fotografia da minha autoria

«Cada palavra tem a sua consequência»

Leio devagar. Com vagar. Fragmentando as palavras para absorver toda a mensagem que carregam nos espaços em branco que não soletramos, mas cujos silêncios têm, também eles, consequências consoante a sua alma.

As palavras precisam deste cuidado. Precisam que peguemos nelas e as olhemos como ternura, mesmo quando o seu significado nos revolta, que nem mar em alvoroço. Mas não têm culpa, porque necessitam que as resgatemos desse sufoco; que as abracemos e atribuamos sentido à sua vida, contando histórias reais de uma ilusão que nos parece tão certa.

Portanto, leio devagar. E escrevo mais devagar ainda. Para que a narrativa conquiste forma na fantasia que me mente a cada nova manhã.

[M, 2015]