Até pouco tempo, eu era senhor do meu tempo, do meu sono.

As manhãs de sábado só iniciavam quando o ponteiro pequeno do relógio aproximava-se da dezena. O dia amanhecia leve. A casa na mais perfeita ordem, tudo no seu suposto lugar.

Hoje é mais um sábado e já tem algum tempo que não ignoro o ponteiro pequeno passar do seis. O dia amanhece pesado e a casa parece precisar de uma arrumação.

E nada poderia ser melhor.

O peso do dia divide-se em dois, ambos com nomes e sobrenomes terminados em Leão. Há uma densidade doce e caótica nos quase quatro anos de um e nos quase sete meses da outra.

Os olhos podem até arder, o sono abater, o corpo pedir descanso. A casa pode até aparentar desordem, mas há tanto riso e tanta paz nesse caos, que eu nem dedicarei energia em explicar. Há coisas que só o coração permite entender.

Não trocaria um milésimo de segundo desse cansado amanhecer por uma eternidade sem esses pesos que chegaram outro dia em nossas vidas. A leveza pode ser só um vazio… e hoje, graças ao bom Deus, não há espaço dentro de mim.

Feliz sábado, amigo!
Que Nosso Senhor nos abençoe.