É um idílico fim de dia. Em Apolónia, Octávio goza com os amigos a calma que precede a tempestade. Porque em breve chegará um emissário de Roma – Júlio César foi assassinado.
Octávio tem 19 anos. Frágil, enfermiço, lê a carta e afasta-se. Carrega o peso de um nome, o de César, que em testamento fez dele herdeiro e sucessor. A partir de agora, o jovem que um dia será aclamado Imperador Augusto tem os senadores romanos como inimigos mortais.
A notícia da morte de César é-nos narrada no diário de um dos seus amigos. É apenas um fragmento da História, ao qual John Williams, com a minúcia de um artífice, junta outros: cartas, biografias, memórias ou até éditos de personagens como Marco António, Cleópatra, Cícero ou Estrabão. Lentamente o retrato ganha contornos, ilumina-se. Sem nunca ouvirmos as palavras de Octávio – essas estão reservadas para o fim do romance –, assistimos à criação do mito.
Livro vencedor do National Book Award.
Tradução de Ana Saldanha.
Nota de Imprensa da Dom Quixote.