Depois do Acidente

Nos lobos corticais do meu encéfalo,

O derramar de sague em mim fermenta

Em minha têz respinga água benta...

Enquanto calas, à minh'alma eu falo.

Oh! Meninge de líquo bolorenta!

Portas da Dura Mater que escancaro.

No lobo préfrontal, tão frio e caro,

Que surge uma obsessão vazia e lenta.

E chora, medular, sanguinolenta,

Aracnóide! o seu olhar caótico...

Mortas nessa escuridão tão lutulenta.

O sistema nervoso cria um narcótico,

Nessa vazia mente e tão poenta...

Mente vazia do sombrio psicótico.

Por: Ronan Fernandes

II/III/MMXIII

0:18 o'clock

imagem de: http://femininoealem.com.br