Um recital de poesia maioritariamente em mandarim permite confirmar que a arte poética não vive sem a respiração, a sonoridade e o ritmo. Na sala da Biblioteca de Sir Robert Ho Tung uma boa parte da assistência não terá percebido, tal como eu não percebi, uma palavra das leituras ouvidas. Ainda assim, enquanto Bei Dao lia os seus poemas perante uma sala cheia, não foi difícil perceber por que motivo é um dos grandes poetas da China contemporânea.
Rota das Letras: poesia em mandarim
Texto originalmente publicado em Cadeirão Voltaire
