Apesar de ainda estar em França, tenho estado atenta às edições em Portugal.
E aqui tenho três novidades que não podia perder:
Lápides Partidas, de Aquilino Ribeiro. Como mencionei aqui, Aquilino Ribeiro era um autor que eu tinha na minha wishlist de Feira do Livro, e que, na altura, não trouxe; vinguei-me portanto com esta novidade da Bertrand.
Libório Barradas, ainda preso às recordações tão profundamente sentidas de Santa Maria das Águias, deixa o enquadramento serrano da sua juventude e vem encontrar na Lisboa do tempo o ambiente pré-revolucionário que dois anos depois iria provocar o derrubamento da monarquia. (...)
Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho, é o Prémio LeYa de 2017. Nunca li nada do autor, mas sei que o seu livro anterior foi finalista do mesmo prémio, portanto tenho expectativas algo elevadas. Tenho curiosidade quanto a prémios literários - tenho em casa, ainda por ler, a edição BIS do Prémio LeYa de 2011, O Teu Rosto Será o Último, de João Ricardo Pedro; ambos serão prioridades nas minhas próximas leituras.
«Os loucos da rua Mazur» é um romance bem estruturado, bem escrito, que capta a atenção do leitor, quer pelo tema quer pela construção em tempos paralelos, um no passado imediatamente anterior à 2ª guerra mundial e no início desta, e o outro no mundo actual. Não cede ao facilitismo do romance histórico, embora a História seja parte da acção e nos apresente uma visão inédita da tragédia resultante das invasões russa e nazi da Polónia.
O Bebedor de Horizontes, de Mia Couto, deixa-me profundamente feliz, porque me foi oferecido pela editora - quem lê este blog pode ver o momento em que descobri Mia Couto, e o quanto tenho adorado ler este autor. Tenho uma certa vergonha de admitir que ainda não tenho os dois primeiros livros da trilogia, mas é uma leitura que quero que seja para breve. A trilogia fala sobre Ngungunyane, o último imperador a governar toda a metade sul do território de Moçambique. Mia Couto é possivelmente a melhor descoberta literária que fiz nos últimos anos, desde que abri a minha mente aos autores lusófonos.
Neste último volume da trilogia, os prisioneiros embarcam no cais de Zimakaze e a lancha parte em direção ao posto de Languene. Ali farão uma breve paragem para depois rumarem para o estuário do Limpopo e ali darem início à viagem marítima que conduzirá os africanos para um distante e eterno exílio.
Preciso urgentemente dos dois primeiros volumes!
P.S.: tenho comprado vários livros por cá, mas esses serão distribuídos por vários posts!