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| Fotografia da minha autoria |
«Prefiro a música porque ela ouve o meu silêncio»
A gaveta da Portugalid[Arte] aprofundou uma prática regular: a procura por novas vozes e sonoridades, de preferência, no panorama nacional. Porque a diversidade é um palco inspirador, permitindo-me experienciar sensações e emoções tão distintas. Além disso, há almas criativas que nos enlaçam à sua identidade, abrindo uma camada no lado esquerdo do nosso peito para as acolhermos. E é assim que me revisto de música[s].
Mensalmente, na minha conta no Spotify, aumento a discografia que acompanha os meus silêncios. Ainda que apenas permaneçam os trabalhos que me arrebatam, há aqueles que se destacam: pela essência e pela irreverência. Ou por me fazerem sentir em casa. Tal como acontece com cada um destes álbuns, que vão tocando no meu gira-discos imaginário.
PEIXE AZUL, MIGUEL ARAÚJO
O quarto álbum de originais do autor portuense mostra-nos a sua faceta versátil em várias áreas, atendendo a que foi «escrito, composto, tocado, produzido e arranjado» pelo próprio. Nesta viagem sonora, com recurso a diversos instrumentos, são dez as canções que nos embalam e que nos levam a descobrir histórias extraordinárias, que só poderiam ser cantadas - ou contadas, como preferirem - por Miguel Araújo.
AURORA, GISELA JOÃO
A voz de Gisela João é inconfundível e emociona-me sempre, porque diz as palavras com um sentimento impossível de descrever - mas que arrepia. Interligando o fado tradicional a outras influências, este disco - essencialmente composto por originais - evidencia uma nova etapa da sua caminhada: mais arrojada, mais intensa e mais intimista.
VIDA A DOIS, JORGE BENVINDA
O autor, compositor e interprete lançou-se a solo com o álbum Vida a Dois, que é uma viagem pelas várias relações que coabitam na nossa vida. Com uma escrita bastante pessoal, escutamos letras sobre amor, fragilidades, nostalgia e arrufos; mas também sobre apontamentos mais pedagógicos, que nos consciencializam para o meio ambiente. Além disso, também reserva um espaço para tudo o que ainda não foi vivido.
PERDOA SE HÁ EM MIM PRESSA PARA
SER FELIZ, TOMÁS ADRIÃO
Este era, provavelmente, o lançamento que eu mais aguardava, porque o Tomás é um artista extraordinário. Contando com participações especiais, este disco tem uma voz própria e várias influências, permitindo-nos transitar, com equilíbrio, entre momentos mais emocionais e introspetivos e situações mais cómicas. Valeu cada segundo de espera. E, para ser sincera, tem sido escolha prioritária.
DESALINHADOS, BÁRBARA TINOCO
A Bárbara Tinoco é, para mim, o exemplo mais evidente que não são certas recusas que nos travam. Com um timbre que aconchega e histórias tão relacionais, tem construido um percurso inspirador. E o seu EP, que conta com convidados distintos, é outra prova de todo o seu talento. Chegou na despedida de abril, mas conquistou-me de imediato.
Quais os álbuns que vos têm arrebatado?
