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Mar11

Maria do Rosário Pedreira

Este ano entrou no domínio público a obra do norte-americano Scott Fitzgerald e alguns editores afadigaram-se a publicá-la ou republicá-la em Portugal. Salvo erro, já vi duas novas edições de O Grande Gatsby por aí e espero que haja leitores para elas, pois já quase passaram 90 anos sobre a sua publicação original e no mundo em que vivemos é muito difícil consumirmos as novidades, quanto mais os clássicos. Tenho um amigo arquitecto que é um fã incondicional do livro e do filme – um filme de Coppola com Robert Redford e Mia Farrow, entre outros –, que cita passagens de cor e me convenceu a ler este romance quando éramos pouco mais do que adolescentes. Li-o numa tradução portuguesa que havia em minha casa (nem me recordo se boa se má) mas possuo uma edição muito bonita do livro em inglês (e também de Terna É a Noite e Este Lado do Paraíso), que me foi oferecida nos anos 80 por uma senhora que trabalhava na Embaixada dos EUA e era uma grande impulsionadora da literatura norte-americana em Portugal, chamada Ivone Cunha. Espero que, com a reedição da obra, quem nunca teve contacto com este autor possa nem que seja dar um cheirinho no Gatsby.