Fotografia da minha autoria

«A música dá alma ao universo»

A música é terapêutica. E tem o poder de moldar ou de validar as nossas emoções, por vezes em simultâneo, porque nos mostra que, independentemente da bagagem que transportamos no peito, há alguém que compreende o que sentimos - partilhando-o ou não. E este talvez seja o traço mais empático desta bela arte.

O conforto que advém das letras e das melodias é o suficiente para que invista a energia certa nas mais diversas situações. E esta dinâmica nem sempre é consciente. É, antes, uma transição natural entre a história cantada e o que tenho para contar. Porque já subsistimos em perfeita simbiose, como se, em mim, não respirassem mais do que versos ritmados e vozes que, sem me conhecerem, são parte da minha essência.

O gira-discos cobre, assim, a casa de amor. E estes foram os álbuns que vieram iluminar os meus dias.

DEAR JEAN, FINGERTIPS

- um leve recuar à minha infância/adolescência, com uma banda que marcou o meu crescimento -

PHALASOLO, NEW MAX

- a energia certa para um final de dia descontraído -

SEM OLHAR O TEMPO, MANUEL MAIO

- intimista, um pedaço de alma a transbordar -

DO ROBERTO, BIA MARIA

- algo sombrio, algo nostálgico; as raízes que vêm de dentro -

TRAVESSIA, CAIO

- o nome assenta que em uma luva, porque é uma travessia emocional imperdível -

ROSÁRIO, BEATRIZ ROSÁRIO

- a calma e o traço intempestivo; uma tempestade harmoniosa -

CHÁ LÁ LÁ, MIGUEL ARAÚJO

- ninguém conta histórias como o Miguel Araújo -

ILUSÃO, JOANA ALMEIRANTE

- uma voz doce, que nos canta de coração aberto -

CARROSSEL, MENINOS DA SACRISTIA

- eletrizante, viciante, uma ponte para um palco de festa constante -

PARTE, REDOMA

- uma espécie de regresso às origens, com rimas e batidas cruas e orelhudas -

Que álbuns têm iluminado os vossos dias?