Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Faz umas duas semanas que eu, do nada, saí da minha casa e percorri o clássico caminho que me levava até antiga casa da vovó. Todavia, na metade do percurso, demarcado por um centenário “pé de jabuti”, me dei conta de que tudo, tudo mesmo, havia mudado. Boas recordações me vieram à mente, mas somente uma delas foi capaz de me fazer rir  (comigo mesmo, ali, sozinho, em pensamento): “Hihihihih Mamãe, já se foi A Colheita Maldita hihihihihh.

Eu moro na mata, na zona rural, e as casas dos meus familiares são interligadas por estreitos caminhos de chão batido. Pois bem, ladeando esses caminhos estão eles, em pé, rijos, viçosos, verdes no inverno, amarelados e secos no verão, as plantações de milho… (Nesse momento você deve estar: Ahhhhhhhh, agora faz sentido. Mas se ainda não, eu explico o pensamento acima).

A Colheita Maldita (Children of the Corn no original), dirigido pelo cineasta Fritz Kiersche, é um filme baseado no conto do escritor Stephen King, e narra a história de Isaac Chroner, um jovem pregador que, na cidade de Gatlin, Nebraska, consegue persuadir algumas crianças a assassinarem todos os adultos daquela localidade. Anos depois, um jovem casal vai àquela cidade em busca de ajuda. Estranhamente, eles são aprisionados por “sinistros” adolescentes, e descobrem que farão parte de um estranho ritual idealizado por um jovem pregador de um grupo pagão que utiliza sangue humano para adubar a terra, a colheita, o milharal.

Mais um filme que marcou época. Mais um Stephen King. Mais uma adaptação…

Ps: “Mamãe, já se foi…” é uma frase do seriado Chaves. Quem não se lembra do: “Mamãe, já se foi o disco voador”.

Ps2: Fico me perguntando se foi esse mesmo o filme que eu assisti kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk sei que tem Colheita Maldita no meio.