O resumo de um mês em que me afastei de redes sociais e, parcialmente, também do blog (mas vejam os posts da semana passada!!).
Comprados & Recebidos
O Natal é uma altura intensa para muita gente; não recebi nem quero receber para lá de uma dúzia de livros, no entanto, nem ceder a impulsos capitalistas absurdos para encher uma estante que... aliás, já está cheia e não tem mesmo espaço para mais.
Ainda assim, deram entrada, neste mês, alguns livros: Anne of Green Gables, de LM Montgomery, numa edição linda, que lerei a par com a versão novela gráfica que cá mora há uns meses; Los Pazos de Ulloa, de Emilia Pardo Bazán, que alguém um dia ainda me irá explicar como raio não está disponível em português; Inadaptados, de Micaela Coel, curta não-ficção; Cats of the Louvre, mangá de Taiyō Matsumoto que junta duas coisas que muito me agradam (o Louvre e Gatos); e Les caves du Vatican, de André Gide.
Lidos
O mês até ia com embalo nas leituras, mas (e na ausência de férias, feriados portugueses ou dias gentilmente cedidos pelas festividades) decidi começar Red Comet, de Heather Clark (que está a ser maravilhoso, não surpreendentemente), e era desde logo óbvio que só o acabaria em 2022. Ainda assim, li: Pétalas, de Gustavo Borges e Cris Peter; Satyricon, de Petrónio; Picnic at Hanging Rock, de Joan Linday (outro criminosamente indisponível em português); As Inseparáveis, de Simone de Beauvoir; e My Name Is Lucy Barton, de Elizabeth Strout.
Ler os Clássicos
Foram lidos, em Dezembro, além do meu Satyricon:
Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente
Meditações, de Marco Aurélio
Canções de Inocência e Experiência, de William Blake,
e acho que é tudo. No ano passado fiz um apanhado das várias leituras ao longo do ano; este ano, em grande parte pela muito menor adesão, não me apetece. Também não repetirei o desafio para 2022 - a vida é demasiado curta para "leituras obrigatórias".
Eu continuarei a ler clássicos/o que me apetecer, claro está. Não que não me tivesse apetecido ler os livros que fui lendo; afinal de contas, moravam já na estante e aguardavam apenas a sua oportunidade. Mas isto de "ler apenas o que me apetece" não é rocket science e consiste literalmente nisso: ler o que me apetecer, quando me apetecer, em vez de encaixar determinado livro aqui ou ali por graça de desafios. O que sempre fiz, portanto.
Espécie de resumo de 2021
Ao longo do ano li 71 livros (73 se contarmos que li 2/4 do quarteto The Giver, de Lois Lowry, não conto o Red Comet porque ainda vou a meio). Destes 71:
- 15 mangá/novelas gráficas
- 31 livros escritos por homens
- 37 livros escritos por mulheres
- 2 livros escrito por um anónimo
- 1 livro escrito por uma pessoa não-binária
- 6 livros de não-ficção
- 4 livros de poesia
- 14 ebooks
