Diego espera tudo de ruim dos próprios parentes, mas tudo mesmo. Que o pai tenha uma segunda família. Que a mãe comande um esquema de tráfico humano. Que o irmão lave dinheiro. Por serem versados em todos os crimes do manual da família tóxica, Diego decidiu ser gay bem longe deles e desde então não tem contato com eles. Prestes a viajar com seus amigos, ele recebe uma ligação de Diogo — seu irmão — e se vê responsável pelos seus três sobrinhos, crianças desconhecidas para ele, e de uma gata horrorosa.

Eu já havia lido muitos comentários positivos sobre esse livro e resolvi tirar a prova real. Me deparei com um dos livros mais engraçados que já li na vida! Cheio de boas reflexões, Diego e os Dioguinhos mostram que laços sanguíneos podem machucar, mas que família também são aqueles que nos acolhem e nos aceitam como somos.

“Quando as pessoas falam de família, é isso que eu espero que elas façam. É disso que sinto falta. Era isso que eu gostaria que meu irmão tivesse feito por mim quando precisei. Família é uma palavra vazia se não tem alguém para dar uma raquetada por você.”

Felipe Fagundes tem uma escrita sensacional e o livro cumpre totalmente a sua proposta, é livro para rir e se emocionar. Um verdadeiro dramédia Sessão da Tarde. Quando terminei esse livro, fiquei com vontade de ver mais dos personagens e descobri que existe um conto, publicado no final de 2023, chamado “Um conto gay de Natal”, que é uma releitura do clássico de Charles Dickens, mas com o toque de Diego e os Dioguinhos. Estou bastante ansiosa para lê-lo em breve.