19.03.18

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Hoje é dia do pai. É um dia como os outros, onde serei tão pai como em qualquer outro. Mas, apesar disso, é um dia em que se houve mais a palavra e, talvez por isso, o meu arquivo mental faz questão de me passar algumas imagens, essencialmente do dia em que me tornei pai.

O dia do pai tem dois períodos distintos. O antes e o depois de se ser pai. O antes é aquele dia, sem qualquer desprimor, de fazer um desenho, uma brincadeira para dar ao pai quando somos jovens e mais tarde de oferecer qualquer coisa ao “velho”. O depois de ser pai é aquele dia em que nos lembramos do momento em que se consumou uma das decisões mais importantes das nossas vidas (pelo menos é essa a forma como eu a vejo).

Eu podia escrever aqui que ser pai nos torna diferentes. Não escrevo porque não sei se torna toda a gente. Sei apenas que mim me tornou. Não é uma questão de lamechice, mas lembro-me perfeitamente do momento em que explodiu qualquer coisa dentro do meu cérebro (e não foi no exato momento do nascimento do meu filho, foi um dia mais tarde) e a minha vida ganhou uma dimensão diferente. É aquele momento em que percebemos que agora as coisas vão ser diferentes: acabámos de trazer ao mundo um ser que temos a responsabilidade de criar, educar e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para formar um ser humano no sentido mais lato da palavra.

Ainda hoje não sei se estou à altura do papel (tenho momentos em que acho que não) mas não há dia em que não pense e não tente fazer alguma coisa melhor e diferente para conseguir ser um melhor pai.

Tenho para mim que ser pai não se ensina, mas aprende-se. E eu sou um tipo que gosta de aprender, e, embora não tenha procurado informação em demasia (porque pode ser contraproducente), depois de ouvir o Dr. Mário Cordeiro no programa PRIMO da Rádio Comercial decidi comprar este livro. E em boa hora o fiz.

Trata-se de um excelente manual para um pai de primeira viagem. Simples, direto, descomplicado e, acima de tudo, prático. Acima de tudo aprendi a descomplicar alguma ideias e a ganhar mais alguma consciência de que não há apenas uma forma de fazer as coisas, e que em muitos casos o instinto é o melhor conselheiro.

Se pensar bem, este terá sido um dos livros mais úteis que li nos últimos anos. Foi e continua a ser útil. Não fez de mim melhor pai, mas ajudou a preencher os espaços do não sei o que fazer.

Neste dia do pai fica o livro que ainda hoje me ajuda a sê-lo.

Sinopse:

Escrito pela mão do consagrado pediatra Mário Cordeiro, este livro aborda os temas mais importantes - do ponto de vista do médico, mas sobretudo também do pai - com exemplos, histórias e factos. Das primeiras consultas e exames da gravidez, passando pela vivência física, psicológica e prática, mês após mês, até ao trabalho de parto e ao nascimento do bebé, não esquecendo os direitos dos pais, teremos espaço para abordar o papel do homem na sociedade atual, a masculinidade e o que uma criança representa na vida de um homem.