«Quando, de manhã, acordar

Será como a primeira vez

O ar será feito de luz

Pairando na tua ausência

Pela minha casa fora

Há passos pintados no chão

Há horas que foram em vão

A noite escapou-me da mão

[...]

Quadros na parede do quarto

Olhando pelo silêncio gentil

Música em tons de azul

Guardada em discos de vinil

E eu, devagar, como a brisa

Descendo da janela para o rio

Pelas cortinas movendo-se longas

Deixo o teu lugar vazio

E quando a saudade

Me acena ao longe

De quando em vez

Pode chover um poema»