«Quem me dera não ter pressa de mudar de vida
E deixar o carro estacionado no meio da via
Tentava só mais uma vez provar que conseguia
Mas os acasos e as escolhas no final obrigam
A abrir caminho sem saber para onde vou
A arrastar um fardo que ainda não me deixou
Com sorte isto há-de ir tudo ao lugar
Não quero andar mais de marcha-atrás
[...]
Quem me dera não andar a conduzir sozinho
Mas é o preço a pagar para achar o meu destino
A estrada alonga-se de mais, perdi noção do perigo
Talvez eu volte a ter de novo a sensação
De estar realizado como no passado
Até lá guardo quem eu fui
Não posso andar mais de marcha-atrás
Desta rota já não me safo
Esta estrada é como um mar alto
Então mando a âncora para o asfalto
Como é que eu encontro um atalho
Neste trilho acidentado?
Mando a âncora para o asfalto»