Coração de dragão deslumbrado pela Lua

Cavaleiro das idades medievais

A encavalgar em seu corcel altaneiro

Adornado de elmos e armaduras coruscantes

Este cerne parte em busca do amor verdadeiro

Cobreja os pântanos da comiseração

Que se oculta em bosques florejados.

Este arrebatado dragão quer deparar

Sua conluiada (Cíntia), o pretexto de sua idolatria.

Alçou burgos de devaneios e quimeras

Forjou flores soberbas, nas hílares primaveras,

Para engalanar as passagens de seu bem ansiar.

Enlevado imo de dragão, às vezes, lacrimeja de nostalgia.

Quando o apego ausenta-se, ele padece consternação.

Miserável coitado, um dragão extasiado!

Não pode jamais permanecer sem ela (Selene),

Seu pulcro e fidedigno apego!

Denise Severgnini

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