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 (imagem retirada daqui)

Foi há 20 anos que veio para Portugal o único Nobel da Literatura atribuído a Jose Saramago.

Há 20 anos eu nunca tinha lido, na totalidade, nada de José Saramago e em bom rigor não tinha grande apreço por ele devido à imposição de leitura do Memorial do Convento, que, até hoje nunca li na totalidade.

Quando na escola secundária foi confrontado com a necessidade de ler Saramago confesso que não estava propriamente preparado para isso e não só não li na totalidade como fiquei a detestar.

Vários anos mais tarde já a trabalhar, uma colega de trabalho indicou-me e insistiu comigo que deveria ler o “Ensaio sobre a cegueira”. Recusei a ideia disse que não apreciava o tipo de escrita, mas depois de muita insistência lá acedi a ler o livro.

Lembro-me que estava de férias e que li o livro em menos de dois dias, porque não consegui parar de ler. Lembrei-me agora que até já aqui escrevi sobre isso... mas, resumindo, o “Ensaio sobre a Cegueira” é ainda hoje um dos meus livros favoritos.

Saramago acabou por se tornar um dos meus escritores mais lidos. Para além do “Ensaio sobre a cegueira” li o “Ensaio sobre a lucidez”, “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, “Intermitências da Morte” e “Caim”. Um dia destes ainda voltarei ao “Memorial do Convento”.

Não sou ninguém para avaliar a atribuição de um Nobel mas a verdade é que lhe fui atribuído o prémio. Se Saramago fosse um escritor de um só livro, e se esse livro fosse o “Ensaio sobre a Cegueira” eu também lhe atribuía o Nobel. Mas essa é só a minha opinião.