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O painel de ontem à tarde foi dedicado à literatura de viagens e reuniu, na Fundação Rui Cunha, Carlos Vaz Marques, Alexandra Lucas Coelho, Diana Barroqueiro e Joaquim Magalhães de Castro. E o que começou por ser uma conversa sobre o tema proposto, com Carlos Vaz Marques falando da colecção de viagens da Tinta da China, Alexandra Lucas Coelho sobre o seu processo de escrita nos dois livros publicados nessa mesma colecção (Caderno Afegão e Viva México), Diana Barroqueiro sobre o processo de investigação histórica que antecede a sua escrita e Joaquim Magalhães de Castro sobre as suas viagens pelos territórios que registaram a presença portuguesa ao longo dos séculos, transformou-se num debate entusiasmado sobre os descobrimentos (e sobre o uso da própria palavra para referir o período da expansão portuguesa) e sobre o modo como nos relacionamos, hoje, com esse passado. A discussão alastrou à plateia, onde algum saudosismo relativamente ao passado colonial português se manifestou, confrontando-se com uma visão muito diferente do passado e do presente, mais interessada em aceitar a mudança, ajudando a construí-la, do que em viver com os olhos postos no passado. Matéria para aprofundar nos próximos dias, inevitavelmente.