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“Gaza perante a História” de Enzo Traverso tornou-se para mim uma leitura necessária no contexto atual que vivemos naquela zona do Médio Oriente. Não sendo uma absoluta novidade para mim, o seu conteúdo permite recuperar muitos argumentos tantas vezes negligenciados, silenciados, desconsiderados, que colocam quase invariavelmente Israel como uma vítima e os Palestinianos como os permanentes agressores.
Acho que é fundamental que não se escolham lados só por afinidade ou por razões históricas. É necessário olhar para os factos. E os factos apontam para uma posição por parte de Israel que é efetivamente condenável, como este livro demonstra.
Em situações como a de Israel com os seus países vizinhos é difícil considerar que só um dos lados é culpado. A começar pelo momento da criação do próprio estado de Israel em terras que serão suas por razões bíblicas (um argumento que um ateu como eu adora).
Numa narrativa muitas vezes carregada para o lado de Israel é importante ter factos, não opiniões, que ajudem a identificar que o mal está dos dois lados e não apenas de um. Faz-me muita confusão que tanta gente assobie para o lado quando há centenas de crianças, iguais às que tenho em casa, a morrer, ou melhor, a serem mortas. Não entendo, mas sei que não há nada que o justifique. Um livro interessante, mas acima de tudo, importante.
