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Pedro Catalão Moura foi, na minha opinião, e no que respeita a novos autores que tive oportunidade de ler, uma das mais agradáveis surpresas no plano literário nacional dos últimos tempos. O seu primeiro livro, “Quando o Vaticano Caiu”, foi lido e muito apreciado aqui no Ministério.
Precisamente pelo que escrevi acima, “Portugal Vermelho” era aguardado por mim grande expetativa. A primeira nota que tenho de registar é que se trata de um livro corajoso. Se é verdade que passaram já mais de 50 anos do 25 de abril, não é menos verdade que continua a ser um tema quente, e o autor decidiu dar ao pós revolução um cunho de fantasia, de realidade alternativa, que até podia nem ter sido…
A escrita é agradável, a história está bem montada, especialmente porque estamos no âmbito da ligação que é necessário garantir entre o que aconteceu de facto e a realidade imaginada pelo autor.
Confesso que, enquanto leitor, senti em alguns momentos que um ou outro aspeto podia ter tido um rumo diferente, mas isso é opinião de leitor que em nada belisca a história do autor. Talvez tivesse imaginado na minha cabeça alguns caminhos diferentes.
O autor que me perdoe mas, “Quando o Vaticano Caiu” vai continuar como primeira escolha dos seus livros, mas essencialmente pelo que essa obra tem mais e não pelo que esta nova tem a menos. Um novo autor, muito talento e um livro que merece ser lido. Ficamos à espera do próximo. E já agora, se ainda não leu, leia “Quando o Vaticano Caiu”.
