Por Renata Déda
Simplesmente a mais brilhante escritora de romances policiais de todos os tempos. Ainda não li, sequer, um livro dela que fosse ruim, e “Os elefantes não esquecem” é mais um exemplo de bom livro. Tenho a, digamos, ambição de até o final do ano ler, pelo menos, metade de seus livros.
Quando peguei este último livro para ler, imaginei que fosse uma história passada na África. Bobagem. rs. É a história sobre um crime que aconteceu há muitos anos e ficou sem solução. Este crime retorna ao presente através de uma escritora muito amiga do famoso e extraordinário detetive Hercule Poirot. Numa festa em que dava autógrafos, a Sra. Oliver conheceu a Sra. Burton-Cox, mãe adotiva do noivo de uma de suas várias afilhadas. A mãe de Célia ( a afilhada em questão) havia sido colega de escola da Sra. Oliver, e casou-se com o general Ravenscroft. O casamento sempre correu às mil maravilhas, mesmo Margaret tendo uma irmã louca e apaixonada pelo mesmo homem que ela. Entretanto, os dois acabam se matando, e é justamente essa a curiosidade da Sra. Burton-Cox ao procurar a Sra. Oliver: saber se a mãe matou o pai, ou se o pai matou a mãe. Curiosa com o retorno dessa tragédia, Ariadne Oliver procura seu amigo, Poirot, que resolve brilhantemente um caso, até então, sem solução. A Sra. Oliver baseia sua “pesquisa” através das memórias das pessoas próximas ao casal na época, o que é um fator crucial para a descoberta do mistério, e dá nome á obra. E Poirot, com sua mente perspicaz, monta o quebra-cabeça.
Algo interessante, que pode ser só uma relação minha pessoal, é que na história, a Sra. Oliver é uma escritora famosa de romances policiais. Isso me fez relacioná-la à própria Ágatha. Além, também, de, em vários momentos do livro, onde Hercule conversava com seus amigos detetives e policiais, serem mencionados casos de outros livros de Ágatha que tiverem a participação de Hercule Poirot. Outra observação é que neste caso, não houve a participação do seu “Watson”, o detetive Hastings.
Gosto muito dos livros de Ágatha porque são extremamente fáceis de serem lidos e a todo momento tem ação. Sempre aparece um mistério atrás do outro, uma dúvida atrás da outra. Gosto muito dessas características em livros. E também cada história é muito diferente uma da outra, apesar de seguirem um mesmo estereótipo. Há sempre uma velha bisbilhoteira, assassinatos por herança, detetives arrogantes e engraçados, – grande destaque para Hercule Poirot e seu fiel escudeiro capitão Hastings – sempre se passa num interior da Inglaterra, e quase sempre a famosa Scotland Yard, meio que como coadjuvante, aparece. Isso tudo é muito bom! Vale a pena ler e reler Ágatha Christie.
