Quando começa a ter contacto com as primeiras histórias, o bebé fá-lo através da voz da mãe ou do pai que lhe vão despertando os sentidos para as imagens e para as palavras. O que interessa nestes momentos, é a sonoridade das palavras e o embalo da voz de quem lhe fala e conta a história. A repetição das palavras e de sons - em versos simples, lengalengas, ladainhas... atraem o bebé e ajudam-no a desenvolver a sua própria capacidade comunicativa. Quanto ao livro em si, este "começa por ser um brinquedo igual aos outros que o bebé explora até à exaustão através dos seus cinco sentidos. (...) Por norma, o formato é pequeno e arredondado para facilitar o manuseamento pouco hábil e inexperiente dos mais pequenos, apresentando frequentemente a forma do protagonista da história ou da temática abordada (animais, alimentos, viaturas).. Por vezes, há ainda odores e texturas para cheirar e sentir."(1)"O bebé com apenas um ano ainda não se interessa pelos aspectos ficcionais do livro, embora aprecie as imagens que servem de pretexto para as tradicionais lengalengas e cantilenas coreografadas pelo adulto. A partir dos dois anos, gosta de pequenas histórias sobre uma situação quotidiana ou um objecto familiar, apontando e nomeando as respectivas ilustrações."(1)Pensarmos na importância da leitura no desenvolvimento infantil é algo que deve ser feito com o maior dos cuidados, pois é considerado como algo de incalculável valor, qaundo acompanha o processo de crescimento de uma criança. Os benefícios que um gesto tão simples, como o de abrir, desfolhar, ler livros, promove nas crianças são inúmeros e atuam em várias competências essenciais para que estas cresçam e se desenvolvam de forma plena."Por volta dos três anos, a criança já distingue o livro dos outros brinquedos, aprende a manuseá-lo com cuidado, centrando-se na narrativa e na observação atenta das ilustrações."(1)Fontes:(1)-BARROSO, Rita, "Pequenos leitores", Pais e Filhos, Outubro de 2005;