09
Fev21
Maria do Rosário Pedreira
Com a pandemia e a obrigação de recolhimento, multiplicam-se as actividades culturais por via digital. Não é a mesma coisa que ter o autor ao nosso lado (hoje desaconselhável, claro); mas, uma vez que a programação televisiva é frequentemente repetitiva e desinteressante (pelo menos, para quem não tem os canais de séries e filmes de qualidade, e nem sempre), estas sessões fazem-nos companhia ao serão e, além disso, ilustram-nos e dão-nos boas orientações. Já aqui falei da comunidade de leitores do Museu da Farmácia, por exemplo, a que assisto regularmente, mas também poderia falar das conversas que a Quetzal está a promover entre o editor Francisco José Viegas e os seus autores (assisti na semana passada ao diálogo, muito bom, com Bruno Vieira Amaral), ou até de um clube de leitura conduzido por Analita Santos no Facebook que tem por nome O Prazer da Escrita e acontece mensalmente, num sábado à noite, de acesso livre. De momento, debruça-se sobre autores de língua portuguesa (Camilo Castelo Branco, Machado de Assis e outros), recebendo Lídia Jorge ainda este mês; mas prevê até ao fim do ano um ciclo sobre romances históricos e outro sobre poesia, portanto haverá obras para todos os gostos. Deixo-vos o link abaixo. A maioria destes encontros de que vos falo exigem apenas um computador (ou outro dispositivo electrónico) com câmara e microfone e são gratuitos. Muitos podem até fazer-lhe companhia ao jantar, em vez daqueles telejornais que se prolongam por horas e se comprazem com o horror, como se também não houvesse boas notícias.
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