
Foi um misto de sensações aquilo que senti ao ler a crónica de ontem de Miguel Esteves Cardoso no “Público”, “Vivam as Livrarias”: enorme inveja por um lado, perfeita sintonia por outro e ainda uma total concordância.
Miguel Esteves Cardoso esteve em Londres e aproveitou para ir a uma livraria (no caso a Hatchards) adquirir livros. A crónica é sobre os seus sentimentos em relação a esse momento.
Sobre os meus sentimentos em relação ao que Miguel Esteves Cardoso Escreveu, registo o seguinte:
- Enorme inveja: por andar por Londres e ainda por cima a deambular por livrarias a comprar livros;
- Perfeita sintonia: quando escreve que “é mesmo preciso entrar em boas livrarias por muitas riquezas que tenha o mundo online. A Internet é boa para comprar os livros que queremos, mas não presta para nos mostrar livros que não sabíamos que existiam.”
- Total concordância: “Só numa livraria é que se sente esta euforia aflitiva que culmina com a loucura de querer comprar o conteúdo da loja toda para mais tarde poder escolher calmamente os livros com que quero ficar.”
Enfim, do alto da minha enorme pequenez, quando comparo com o autor, podia ter escrito todas as suas palavras, no sentido em que teria sentido exatamente a mesma coisa em relação às, como ele escreve, “boas, velhas livrarias”.
Normalmente quem gosta de livros sabe que entrar numa livraria antiga trás uma sensação diferente, mais genuína. E como se estivéssemos a visitar os livros no seu habitat natural. Pena que sejam cada vez menos.