Fotografia da minha autoria

«É sentir em demasia»

Fecho a consciência numa gaveta e avanço. Ignoro os perigos assinalados num tom quente, como se o meu maior objetivo fosse fazer-me mal. Castigar-me por algo que não me lembro de merecer pena tão dolorosa.

Não sei ser menos do que isto: do que a imprudência que se reflete em todas as feridas que teimam em não sarar. Porém, quero mudar a trajetória e recuperar quem eu já fui e diminuir a vontade de agir sem pensar. Preciso de reeducar os meus impulsos. Parar. Curar. E ser mais do que aquilo que fui alguma vez: por mim.