Por José Reinaldo do Nascimento Filho
Terminei.
Estimado leitor, posso fazer uma pergunta? Você já teve o prazer de ouvir ouvir a música Meteoro da paixão, de Luan Santana, ao mesmo tempo em que comia um melão, sentado sobre um romance (kkkkkkkkk) de Paulo Coelho?
Se a resposta for sim, então você leu Querido John e entendeu a minha pergunta; se não, huumm… vejamos… assim como eu, NUNCA MAIS experimente fazer uma leitura tão desnecessária na vida, certo?
Narrado em primeira pessoa, o romance aqui comentado, conta a historieta de John, um rebelde jovem, filho de um solteiro Pai ausente, que procura no exército a arma para exterminar a sua vida desregrada e sem sentido. De férias, ele encontra, na praia, após uma bela surfada, uma charmosa e morena adolescente. Após salvar a sua bolsa de morrer afogada, eles começam a dialogar. Na conversa, Savannah diz – ao futuro amado – que é muito feliz, compreensiva e que, durante as férias, ajuda a construir casas para os pobres. Eles se apaixonam e… ele vai para o exército… ela espera… eles trocam cartas… ele volta… fazem sexo… ele volta para matar Saddam Hussein… ela se apaixona por out…
Desculpe-me, leitor, mas estou com muita preguiça para escrever mais alguma coisa sobre esse aborrecido casal.
A história é muito chata; o romance não é romântico; o autor, pelo menos nesse livro, FALA (e isso é quase explícito) a partir das falas das suas personagens (ou seja, eles não têm participação; vida própria). No mínimo, em três momentos importantíssimos para a construção da trama, o autor, ciente da sua demência e preguiça intelectual, repete a frase “sei que isso é um clichê”, tanto para começar a caracterizar as personagens quanto para dar início a algum momento marcante na vida do seu herói ou heroína.
É preciso dizer mais alguma coisa? Quem sabe: o texto é tão sem relevo quanto uma calçada (sim, sim, eu sei: essa eu tirei de Madame Bovary).
Ps1: Explicando a pergunta inicial: Assim como a música supracitada, o livro não faz mal a ninguém; semelhante à fruta, não tem personalidade e é extremamente sem graça e sem gosto; e, por último, é tão importante para a literatura universal quanto foi a morte de Lacraia para a música brasileira.
Ps2: Eu prefiro comer Umbus a ler esse livro (piada interna).
