13/01/2014 · 11:21 AM
É como uma bala de revolver, só que o disparo é de dentro pra fora. Sádica. Lenta. Pesada. Parece não ter força alguma, mas fica viajando de um lado pra outro do peito. Rasgando o que estiver pelo caminho. Despedaçando vísceras. Transformando sentimentos em pleno mal estar. Quando está prestes a te abandonar, faz o corpo pender para baixo, se retorcer. Até que enfim ela sai, pateticamente, numa cuspida tosca e sofrida. Maldita agonia.
Gabriel Protski
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