Juntando as palavras – Sexta-feira da paixão
Sexta-feira da paixão
Há três assuntos que considero críticos de discussão: futebol, política e religião. Quando percebo que pessoas na minha volta não conseguem defender o que pensam sem arrogância ou agressividade, na tentativa de inibir a opinião alheia, nem me manifesto.Mas num dia como hoje, sexta-feira da paixão, me atrevi a escrever umas linhas sobre o que penso a respeito de religião e fé.
Fui criada numa família católica, sou balizada e fiz a primeira eucaristia, mas confesso que passei a contestar a religião quando comecei a estudar História, tomar conhecimento das guerras por território e da perseguição sofrida pelos cientistas e pensadores da época em que a igreja católica era dominante.
Assisti a um documentário científico sobre a vida de Jesus Cristo, que apresenta Jesus como um judeu de família humilde e muito religiosa, que passou a contestar o luxo em que viviam os sacerdotes da sinagoga sustentada pelo Império Romano, enquanto seus fiéis viviam na miséria. Cristo começou a falar ao povo, passou a ter seus seguidores, questionava o poder, passou a incomodar, foi julgado, condenado e crucificado. Após a sua morte o mesmo Império Romano que o crucificou, criou um mártir, um mito, deu início ao Cristianismo.
Como em pleno século vinte e um podemos duvidar da ciência? Ao mesmo tempo como posso explicar a paz que sinto quando faço uma oração e concentro meu pensamento em Jesus? Mesmo com toda a tecnologia e ciência de dois mil anos para cá nenhum acontecimento mudou a história da humanidade como a existência de Jesus Cristo.
Um messias, o filho de Deus ou apenas um idealista que pregava a caridade seja qual for a verdade acredito no espírito de luz de Jesus Cristo.
Minha religião não tem nome, mas em Jesus Cristo tenho fé.
Letícia Portella
06 de abril de 2012