Sebastião Barbosa, um professor de Português e História expulso do ensino oficial, decide viajar uns tempos para Moçambique depois de um divórcio conflituoso.
Em terras africanas muda de nome, e já com novo patronímico vai mergulhar nas noites loucas de Maputo, enquanto tenta adquirir a cabeça do presidente Samora Machel para ampliar a sua colecção de crânios.
Depois de uma busca incessante por várias regiões do país, onde se vai africanizando, Sebastião Inhambane regressa a Portugal com Graça, a mulher da sua vida, e funda um falanstério hortícola na periferia de Lisboa onde acolhe os desventurados nacionais, ao mesmo tempo que entabula uma nova História de Portugal – agora com reis negros.
Hino à solidariedade humana, à extravagância temática e à criatividade literária, características que conferiram a Manuel da Silva Ramos um lugar à parte nas letras nacionais, Moçalambique é um canto maravilhoso às paisagens moçambicanas, aos seus costumes ancestrais, às suas mulheres afirmativas e aos homens benevolentes da Terra da Boa Gente.
Manuel da Silva Ramos nasceu na Covilhã, em 1947. Em 1966, de forma a fugir à pobreza do interior e estudar Direito, viajou para Lisboa.
Quatro anos depois, exilou-se em França, para escapar ao fascismo e adquirir formação cultural.
Com apenas 21, anos ganhou o Prémio de Novelística Almeida Garrett, unanimemente atribuído por um júri composto por Óscar Lopes, Mário Sacramento e Eduardo Prado Coelho.
Autor de quase trinta obras, publicou recentemente Impunidade das Trevas e, com Miguel Real, O Deputado da Nação.
Nota de Imprensa da Parsifal.