Postado por Marco Antonio, O Mestre Karateca

(Comentem gente, por favor. Eu imploro, pago em dinheiro e à vista. R$ 8,00 por pessoa que comentar)

Se você não corre o risco de parecer ridículo, você não está expressando o bastante. Pois eu digo que alcancei algo. Consegui parecer ridículo. Eu sei que sim, ainda que você não vá nunca ter a coragem de acusar-me, com medo de me ofender. Perca esse medo. É uma ordem.

“Amor, encontrei um apartamento / Há lá todo o espaço que queremos ter /  Foi construído com metal, amor e cimento / Meu irmão é o engenheiro chefe, antes que eu esqueça de dizer / Dois banheiros, uma suíte, mais dois quartos / Um só pra nossa tralha, que já não encontra mais aqui espaço adequado / Mas não é tão grande a ponto de que você, ao limpa-lo, sinta-se de todo escravizado / E é até bem localizado, perto de tudo, aquela coisa toda / Ponto de ônibus, açougue, mercado, enfim / De tudo. Uma verdadeira mão na roda / Li nos jornais e na internet sobre o lugar / E qual não foi o tamanho da minha surpresa / Ao constatar o quanto pouco de crimes que ocorrem lá / Porteiro no prédio, perto de um módulo policial / À noite na rua, luzes todas acesas / E mesmo o preço / Não é exorbitante como pensei que seria / Que nesses dias de hoje e amanhã / Sempre melhor pensar no melhor pras minhas parcas economias.

E que seria a vontade de mudar

Senão o medo de que tudo aqui pareça e seja sempre igual?

E se tudo, de fato, igual continuar?

Qual será, amor, nosso plano? Qual?”

.

E a citação do dia é a de todos os dias, há uns dias: “I may look happy, but honestly dear…”

Mil beijos.