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| Fotografia da minha autoria |
«Traz o seu amor em silêncio»
O bichinho da decoração tem assumido um impacto muito especial no modo como organizo os meus locais prediletos da casa. Embora as mudanças sejam mínimas, tenho estado mais consciente em relação à energia que a própria disposição dos móveis emana. Porque é fundamental sentir-me em paz. E um dos meus grandes objetivos é ser capaz de optimizar cada uma das divisões, contando as memórias e as histórias desta família.
Havia um canto da minha sala inutilizado, mas com potencial para ser algo mais. A hipótese mais óbvia para o aproveitar seria uma estante. E esta ideia foi balançando no meu pensamento. Porque, de facto, fazia todo o sentido, atendendo à quantidade de livros aglomerada em filas duplas. Após alguma pesquisa, optei por me deslocar ao IKEA, uma vez que descobri o modelo ideal para aquela tela em branco, funcionando como uma extensão do armário existente. Embora a cor destoe, não permiti que essa questão fosse um problema, sobretudo, porque estava mais focada na sua componente prática e funcional. E, nesse aspeto, conquistou-me de imediato. Além disso, dentro do orçamento que estipulei, achei o preço muito convidativo [35€]. Sem hesitação possível, trouxe um exemplar Billy, que tem feito sucesso cá por casa.
// O MODELO //
Esta estante tem prateleiras estreitas, mas oferece um nível de arrumação excelente, principalmente, quando necessitamos de ocupar um espaço limitado, como era, então, o meu caso. E isso é exequível, pois dispõe de uma prateleira irremovível e quatro reguláveis, que se adaptam às nossas necessidades. É recomendado que a fixem à parede, mas nós arranjamos maneira de a segurar ao armário lateral, mantendo-a estável. Produzida em fibra de madeira, tem 202 cm de altura, uma largura de 40 cm e 28 cm de profundidade. O seu designer, Gillis Lundgren, admite que é um dos seus artigos favoritos, esperando que continue a existir durante muitos mais anos. E eu compreendo a razão.
// O MEU MÉTODO DE ORGANIZAÇÃO //
Com a montagem finalizada, veio a parte mais entusiasmante de todo este processo: organizar os livros na sua nova casa. E o meu método era simples, pois pretendia dispor as minhas obras por autor, dividindo, posteriormente, por literatura lusófona e literatura estrangeira. Apesar de ter o plano bem delineado, confesso que esta tarefa demorou mais tempo do que o esperado, até porque é completamente diferente quando os manuscritos começam a ser agrupados. De um modo geral, consegui cumprir o objetivo inicial, mas acabei por ter, também, em conta as cores e os elementos decorativos que separei para complementar o ambiente. Com várias entradas, saídas e mudanças de lugar, tentei ter o mínimo de critério na ocupação de cada compartimento. E procurei, sobretudo, criar um espaço de homenagem aos livros da minha vida e destacar aqueles que quero descobrir num futuro próximo. Não se trata de retirar qualquer mérito aos restantes. Simplesmente, quis contar uma história através destas divisórias, abrindo portas a mundos que são uma parte de mim e àqueles que espero que me surpreendam. E, honestamente, fiquei bastante satisfeita com o resultado. Do topo para a base, a sequência final é a seguinte:
1ª prateleira // Livros para a vida [incluindo O Principezinho, A Bela e o Monstro e a Saga Millennium];
2ª prateleira // O meu pódio de autores portugueses [Miguel Esteves Cardoso, Miguel Sousa Tavares e Afonso Cruz];
3ª prateleira // Harry Potter [com quatro intrusos, pois senti que acabavam por se adequar à sua identidade, ao mesmo tempo que me transportam para a minha infância];
4ª prateleira // Autores Portugueses [que admiro imenso]
5ª prateleira // No Feminino [juntas somos mesmo mais fortes e esta divisória transborda de Girl Power];
6ª prateleira // Literatura Estrangeira [com destaque para Murakami].
// CONSIDERAÇÕES FINAIS //
Visualmente, a sala ficou mais composta e harmoniosa, porque não há um excesso de informação concentrado num único lugar. E consegui desocupar o compartimento sob a minha secretária, tornando o acesso aos livros muito mais facilitado, tendo em conta que vejo, exatamente, onde se encontram aqueles que procuro. Foi mesmo a escolha certa!


